terça-feira, 28 de abril de 2015

"SOU OU TALVEZ NÃO SOU"

"SOU OU TALVEZ NÃO SOU"

Sou como sou mais nada
Sou ou talvez não sou
Sou endiabradamente sossegada
Não sei ser conformada

Sou exigente comigo
Não sei calar-me
Sou calmamente apressada
Não sei ficar quieta

Sou efusivamente tímida
Não sou possessiva
Sou terrivelmente doce
Não sou amargurada

Sou duramente sensível
Não consigo deixar os outros sofrer
Sou o que sou, feliz mais nada
Sou ou não sou, como sou mais nada.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 21 de abril de 2015

"TU EU SÓ TU"

"TU EU SÓ TU"

Ser mulher é querer ler-te, reler-te
Nas palavras que não podem calar
Nas lágrimas que deixaram de cair
Com os sentimentos da emoção
Tu só tu, que provocas
Provocas a minha insanidade
Na minha louca paixão
Que brincas com a minha loucura
Na razão do meu viver
Onde inquietas os meus medos
Nas lágrimas que teimam em cair
Tiras todos os meus receios
Nas palavras que não podem calar
Ser tua é querer ler-te, reler-te
Nas lágrimas que deixaram de cair
Com os sentimentos da emoção
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 16 de abril de 2015

"TUDO EM MIM"

"TUDO EM MIM"

Tudo, tudo em mim
É um abismo
Solitário que amedronta-me
São dias, horas
Minutos de tempestades
Só me resta nestas alturas
Ou nesta madrugada
Entregar minha alma à poesia
Para embriagar, os meus dias a escrever
Levo os meus pensamentos
Para as águas intermináveis dos mares
Onde os marinheiros
Tomam conta do navio fantasma
De um caderno manchado de vinho
Rasgo e meto ...Os poemas
Nas velhas garrafas de porto
Atiro-as ao mar....Para que ele
Leve para longe toda a minha dor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 8 de abril de 2015

"HAJA O QUE HOUVER"

"HAJA O QUE HOUVER"

Haja o que houver eu serei tua
Haja o que houver eu ficarei em ti
Haja o que houver, eu não vou desistir.
Haja o que houver, tu és o meu porto de abrigo
Tenho certeza, que vou amar-te até o fim.
Neste coração que bate como as águas nas fragas
Seremos sempre desejo ardente, amor presente
Haja o que houver, o nosso amor renascerá das cinzas
       Só no teu olhar é que eu me perco
Nesse corpo que é teu, onde descanso o meu peito
Haja o que houver, saberei que contigo sou completa.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca