sábado, 30 de maio de 2015

segunda-feira, 25 de maio de 2015

SOCIEDADE CEGA

 SOCIEDADE CEGA

Cadeias cheias de gente
Que gritam de dor, saudade perdida
Esperança sentida, escuridão que mata
Veias sem sangue, alma escondida
Podre estendida, solidão profunda
Arma enferrujada, corpo sem carne
Calçada de pedra, gasta, escorregadia
Rosto feio, triste sem vida
Cadeiras vazias do café da esquina
Velhos sentados no parque, solidão esquecida
Que jogam as cartas, esquecendo a vida
Cadeias cheias de gentes que sufocam
O peito, a alma, a mente contra as paredes
Como se fossem lixo da sociedade cega
Hipócrita e mal formada, sem respeito
Onde todos fingem ser doutores
Com medo de serem apenas homens ou mulheres
Sofridos, vividos, normais e não fingidos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 19 de maio de 2015

" SOMOS O QUE SOMOS"

" SOMOS O QUE SOMOS"

Não somos amigos
Não somos inimigos

Somos como o vento que canta
Somos as silvas que picam

Somos a luz da madrugada
Somos os errantes desta estrada

Somos o silêncio dos que calam
Somos a ganância sem nobreza

Somos tudo e não somos nada
Somos como os invernos que matam

 ..............Desta primavera florida.!
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 11 de maio de 2015

PORTUGAL

PORTUGAL

 O homem de hoje
.........Tem medo
De caminhar com Deus
........Pobre, ignorante
Vazio, esquecido, perdido
.....Sem coração, sem alma
Sem corpo, sem nada.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 1 de maio de 2015

"SOMOS"

"SOMOS"

Somos existência sem tempo nem referência
Somos música feita de lágrimas de um tempo
Somos um coração de pedras que voa sem asas
Somos poemas soltos amargos de água salgada
Somos uma seta de um arco preso no peito ferido
Somos feitos de tudo e de nada, existência sem tempo
Somos referencia matéria de densidade e amplitude.
Somos feitos do reconhecível e do intraduzível
Somos feitos de expectativas e de desilusões
Somos feitos de surpresas, nunca somos um só
Somos um no meio de muitos e muitos em cada um
Somos um mundo de palavras que tentamos descobrir
Somos anjos cadentes, demônios decadentes
Somos humanos mesmo quando desumanos!
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca.