terça-feira, 22 de abril de 2014

"DESDE SEMPRE"

 "DESDE SEMPRE"

Amo-te
Desde sempre
Essência
Do infinito
Com a carne
Toda a alma
Com tua presença
A minha saudade
Com o vendaval
A todo instante
Toda a minha eternidade
Simples com a emoção
Sem segredo
Sem medo
Antes do desejo
Simplesmente amo-te!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sábado, 19 de abril de 2014

"ASAS PARA VOAR"

 "ASAS PARA VOAR"

Percebi que preciso de asas para voar
Para amar e ser livre
Conciliar a luz com os sentimentos
Que os olhos teimam em esconder
Sentimentos incompletos
Fazendo dos sonhos um sorriso
O meu sentir sussurrando as memórias
A morte pode esconder-se numa simples lâmina
Combinada com um sentimento mau
Teria que chamar de anjo, um anjo doce
Saber ou não saber, entender ou não entender
Clama em gritos por alguém que entenda o seu silêncio
Uma poesia que escreve pelo fim ou pelo principio
Desnecessário tocar quando é real
Meu anjo, sem doce de sorriso de lágrimas
Beleza inocente, doçura transparente
Realidade disfarça como alguém que admira a ilusão
Certezas desnecessárias nos olhares dos que amam
Percebi que preciso de asas para voar e talvez para amar.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


terça-feira, 15 de abril de 2014

"INSPIRAÇÃO QUE SINTO"

"INSPIRAÇÃO QUE SINTO"

Devo-te a inspiração.....que sinto
Agora já passados todos estes anos.
Da minha mocidade.
Imaginei-te.....como és
Como o tempo...passa
Passa meu amor
Agora mora em mim uma grande tristeza.
Por não te ter....sempre aqui
Com o teu olhar sempre sorridente
O meu por certo é um desgosto
Um desgosto que sinto em mim
Eu sei que sofres por me veres sofrer assim.
Perguntas....porquê?
Não, ás dês ser feliz....feliz querida
Porquê, se eu prezo-te e amo?
Respondes tu.
Meu amor.....sem a tua alegria.
O meu ser entristece-se todo e caminho só
Na solidão desta viagem, enlouqueceste
Foi Deus que te pôs no meu caminho
Por ti.....quero viver,.....pois concedeste-me
A alegria de poder caminhar com o teu carinho.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 11 de abril de 2014

"TEMPESTADE DE SENTIMENTOS"


 "TEMPESTADE DE SENTIMENTOS"

Tempestade, turbilhão de sentimentos
Abismos traçados, noites de insônia
Com negros buracos, explosão do momento
Gestos perdidos, rasgadas num sonho
Na pele de um sorriso, atiradas ao tempo
Tempo de lutas, feitas num momento
Frágil como uma criança
Rostos iluminados, doces angelicais
Dá-me o brilho para tirar estas máscaras
Onde as palavras gritam, no silêncio da alma
Noite fechada à procura da verdade
Sangram de dores, dores antigas
Alojadas nas trinchas das paredes de casa
Regaço branco de uma palidez no corpo
Doente, sem paz, sem coração
Num turbilhão de sentimentos
Rasgado pela tempestade
Tempestade de abismos traçados, com negros buracos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


domingo, 6 de abril de 2014

"VELUDO PERFUMADO"

"VELUDO PERFUMADO"

Veludo vermelho, perfumado
Com o cheiro das flores
Sente-se uma melodia envolvente
Unidos os nossos corpos com gestos
Abraçados num controle de cumplicidade
Entre os nossos olhares durante a melodia
Sentimentos de puro prazer
Onde a posse mútua embeleza
O beijo roubado com carinho e malícia
Acordam do sonho
Já não vou visitar-te o jazigo
Sinto-me triste, sem chão
Contemplo a cruz, os anjos abraçados
Procuro as memórias e vejo-te comigo
Sorriso meigo, calmo, amigo, belo
Vejo-te em sonhos, numa dança sensual
Sob o veludo vermelho, perfumado
Com o teu perfume, aroma, meu amor
O teu sorriso cala o meu pobre coração
Que linda está esta minha visão
Sinto a tua falta dos teus carinhos
Das tuas mãos no meu rosto
Do afago suave e sincero de amor
Dou graças a Deus a estas lembranças
Estas memórias nunca esquecidas ou perdidas.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 4 de abril de 2014

"SOU UM LIVRO"

"SOU UM LIVRO"

Sou um livro esquecido, perdido
Numa estante de pó com cheiro a mofo
Sou a última página de um livro
Que ninguém lê
Porque a história é triste
Para acreditar que não ficarei numa estante
Com cheiro inebriante dos livros
Pedirei para abrir o livro
Esquecido numa estante
Sou a última página de um livro
Ninguém lê
Um livro perdido
Velho e gasto que ninguém quer ler.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


terça-feira, 1 de abril de 2014

"ESTRADAS DA VIDA"

"ESTRADAS DA VIDA"

Percorro as estradas da noite
Caminho feito descalça
Onde um dia caminhei contigo
Pelos becos estreitos escuros
Onde me levaram a ti
Sorrisos que foram os meus e teus
Devaneios que vivi ou inventei
Sonhos que agonizam o corpo
Esquinas da noite, rosto triste
Nos muros que seguem todos os passos
Ternura inventada
Esquecida e lembrada
Cansaço de horas
Noites, instantes de silêncio
Do tempo, de mim, de ti, de nada
Mãos e dedos nos gestos frios da carne
Esperas que entardecem
Noites que amanhecem
Feitas de espinhos que rasgam a pele
À beira do abismo
Emaranhado labirinto onde te procuro
Na noite e não te encontro
Amordaçam os meus gestos
Percorro os caminhos
Os labirintos da solidão
Na noite fria
Onde as vozes que gritam no silêncio
Afagam o meu corpo
Caminho descalça
Onde tudo fere os meus passos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca