sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

"MOLDURA"

MOLDURA

Moldura da manhã
Fria como o gelo
Imerso em mim mesma
Cravo a dor de um amor perdido
Estrada infinita
Cheia de noite sem luz
Remoendo os pensamentos mais cruéis
Inverno sem cor louco de amor
Simplesmente branco como a neve
Ilusões passageiras do abismo da poesia
Sorte delirante de um poeta
Perdido com um grão de areia
Decadência em cada verso escrito
Sonhos que morrem nos becos das esquinas
Nas sarjetas imundas, abandonado à sua pouca sorte.!
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

SOU FEITA DE BARRO


SOU FEITA DE BARRO

Na transformação, da essência do meu ser
Resido à parte dos meus vales e abismos
Neles evoluo-me e transformo-me
Da minha própria essência
Sou feita de barro de argila verde
O tempo é morno é estreito
Mas a minha sede pela vida é intensa

Tenho afetos escondidos; saudades momentâneas
Talvez escancaradas, um amor que poucos entendem
Poucos o sentem e muitos o querem
Sem nem saber como tê-lo; desejam paixão
A luxúria permite-me explorar
Como uma mulher sem deixar
De uivar como uma loba
Descobri que não dá para ir contra
Os meus sentimentos sentidos
Quando se trata de amor, paixão ou desejo
Quando os olhares se cruzam e os dois querem
Não importa, o tempo ou a distância
O lugar mesmo cheio de multidão
Basta um olhar...sem palavras....sem gestos
É muito difícil dizer adeus, mesmo quando se quer ficar
Difícil sorrir quando se quer chorar
Mais difícil é ter; que esquecer quando se quer amar
Deixa-me sussurrar para ti amor, amanhã de manhã
Vou fazer um café só para nós dois
Para fazer-te um carinho e depois....depois vemos
Na transformação, da essência do meu ser
Resido à parte dos meus vales e abismos
Neles evoluo-me e transformo-me; da minha própria essência.

 


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

"O NOSSO BEIJO"

 "O NOSSO BEIJO"
O nosso beijo perdeu o sabor.
O nosso corpo perdeu a cor
Os olhos choram de um abraço
O mundo esta vazio sem ti

Quero-te de volta a minha vida
Para me ensinares a amar outra vez
O corpo morre no meio da noite
Para que nasça a alma no amor


O nosso beijo ganhou a cor
O nosso corpo ganhou o sabor
O nossa alma renasce no amor
O nossos olhos ardem de paixão

Isabel Morais Ribeiro Fonseca