sábado, 28 de novembro de 2015

PODRIDÃO IMPOSTA

 

PODRIDÃO IMPOSTA

Chovia com força
Vidros vermelhos de sangue
Partiam todos os cristais
Soltos da velha janela
Tentava caminhar
Sem ser cortado no vermelho
Sangue de tinta
Entre as escritas letras pretas
Prosa sem medo
Sem o dever de suportar a dor
O cervo tremia do caçador
Predador ansioso da mente



Caçador de sonhos
Perdido na vastidão das almas
De mãos sujas de barro
Lenços de asas que fazem voar
No novo cinismo rompendo o ócio
Na partida já pronta
Desmorona no queixo caído
Na barba desfeita do despeito
Entre o seio da incredulidade
Desespero da fome à noite
Lágrimas soltas de sangue
No sacrifício dos versos obscuros
Sangue no chão, onde o mal
Germina envenena e contamina
Infiltraram-se assim escravizando
As palavras, as letras
No vento gelado de intenções maldosas
Choviam punhais
Que nos feriam rasgando a carne
De poemas já livres
Da maldade, da podridão
Que era imposta nos nossos dias.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



 https://www.youtube.com/watch?v=OmHIOGXg804

domingo, 8 de novembro de 2015

PINTA AMOR


PINTA AMOR

Era um sinal que Deus me deu
- unindo o meu coração ao teu
Nas cores do nosso amor
- Vem amor pintar o teu nome
Com a tua língua na minha pele
Já tão deserta e seca de palavras (...)
Pinta amor desenhando o teu amor no meu coração.
 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

"ILUSÕES"

 "ILUSÕES"

A noite é tão segura
- É tão escura de ilusões
Fantasma de um passado
 De lágrimas e emoções.
  - Só tu, oh noite
Conheces o meu sofrimento
 E podes aliviar a minha dor.
   - Para deixar o vento
O vento colher as minhas flores
Deixo o tempo consumir a minha dor.
O noite tão segura, tão escura de ilusões
Só tu, oh noite, conheces a minha dor .

Isabel Morais Ribeiro Fonseca